25.2.18

Segundo dia em Paris (Tarde & Noite) // Roteiro



Montmartre // Basílica do Sacré Coeur 
Foi nesta altura e por estarmos perto de uma estação de metro que comprámos aquele pack de 10 bilhetes para transportes. Apanhámos um autocarro na Rue du Louvre até à zona de Montmartre. Durante a viagem, as diferenças foram aparecendo. Aquele luxo e requinte do centro alterou-se para ruas mais estreitas e tradicionais. Subimos umas escadas infernais até chegarmos à Sacré Coeur. No miradouro, tínhamos a nosso alcance uma das mais badaladas vistas sobre Paris, embora sem a Torre Eiffel. Numa pequena esplanada ali perto com loja incluída, encontrei preços bem mais acessíveis. O café estava terrível mas foi nessa mesma loja que comprei os souvenirs que tinha idealizado. 


Le Mur des Je t'aime 
Voltámos a descer, agora pelo lado oposto, entrando em pequenas ruas de portas baixas até encontrarmos o mercado, junto à parede dos Eu te Amo, na Place des Abbesses. A parede, tal como o nome indica é conhecida por ter "amo-te" escrito em 250 línguas. Um verdadeiro cantinho romântico na cidade mais conhecida por esse tema. Havia imenso movimento naquela pequena praça escondida do centro da cidade e a enorme fila para os crepes de nutella despertou a nossa atenção. É sempre assim, não é? Onde há fumo... há fogo e neste caso, onde há fila... é porque deve ser bom. Ou então não mas no desconhecido fica impossível de fazer outro tipo de julgamento. Continuámos a caminhar até chegarmos à avenida principal daquela zona, a Boulevard de Clichy, onde se encontra o famoso cabaré.

Moulin Rouge
O Moulin Rouge foi o meu filme preferido durante muito tempo. Lembro-me do dia em que o meu pai foi buscar a cassete com o filme. Vinte minutos depois estava chateado por ser um musical e arrependido de o ter escolhido. Eu, com sete anos e que só comecei a ver o filme com ele naquela tarde por puro acaso, estava deslumbrada. A entrada de Satine naquele baloiço, a música "Your Song" cantada pelo Christian, a revolta no espetáculo final e o desfecho do filme marcaram-me até hoje. Vi aquele filme quantas vezes me deixaram naquelas 24 horas de aluguer a que tínhamos direito. Mas mais importante, descobri a minha paixão por musicais. Estar frente a frente com aquela imagem tão vermelha quanto familiar, era algo que já há muito tempo queria e foi tão bonito quanto imaginei. 

Arco do Triunfo 
O próximo passo foi ir até ao Arco do Triunfo. A ideia inicial era apanharmos o pôr do sol lá em cima mas o horário de Inverno foi demasiado apertado para isso e às seis da tarde já estava noite cerrada. Se seguirem o roteiro deste dia, a linha de metro junto ao Moulin Rouge é a mesma que nos deixa no Arco do Triunfo (o que acaba por ser perfeito). Chegados à rotunda, entrámos numa passagem subterrânea onde comprámos os bilhetes para ter acesso ao rooftop. A subida é novamente grátis para menores de 26 anos e basta mostrar o cartão de cidadão para ter direito ao bilhete. Agora, preparem-se para subir. Acho que nunca subi tanto degrau seguido na vida, Pior, sempre numa escada em caracol. 

Arco do Triunfo Rooftop 
Chegámos lá acima esganados. Correcção: esganada. Ele diz que não foi assim tão cansativo "lol". Claro que não, foram só 284 degraus, nada demais. De qualquer forma, se vão a Paris, não percam esta subida e não digo isto porque quero que sofram o que eu sofri. Na verdade até quero - para me darem razão - e acima de tudo, para terem acesso a uma das melhoras vistas e enquadramentos da cidade. Daquela rotunda onde está o Arco, partem as ruas mais importantes e claro, há toda uma vista imponente para a Torre Eiffel com a distância certa para ela não ser o elemento central da fotografia nem somente parte da paisagem. 

Champs Élysées 
Descemos e fomos até aos Campos Elísios (muahahah). Foram anos a ouvir falar dessa avenida em todo o lado e finalmente, lá estava eu, sentindo-me uma formiga no meio daquela grandiosidade em acção. São dois 2km em linha recta de lojas, movimento e muito luxo. 

Pizzaria Vesuvio
Deixámos o jantar a cargo da espontaneidade. Acredito que muitas vezes é assim que se encontram as melhores surpresas. E as piores também, mas sou uma pessoa bastante positiva ou pelo menos assim tento. Sem expectativas mas com muita fome, escolhemos uma pizzaria de aspecto acolhedor, pelo menos assim diziam as bochechas rosadas de quem se encontrava no seu interior. "É aqui" e ali foi. A pizzaria tinha imensas opções e preços bastante acessíveis. Não foi a melhor pizza que já comi mas foi das vezes que me soube melhor. O cansaço da viagem quase foi esquecido com o calor daquele lugar.

Torre Eiffel à noite 
Terminámos o dia descendo a avenida até a Place de La Concorde e indo de novo até à Torre Eiffel. Ainda só a tinha visto durante o dia e já não voltaria a ter oportunidade de a ver à noite, então aproveitámos estes últimos momentos do dia para isso. A surpresa foi apanha-la com todo aquele show de luzes que ela faz mas nunca ninguém sabe quando acontece. Foi tão tão bom! A Torre é linda em qualquer altura mas com aquelas luzes e brilho consegue ser realmente mágica.  

24.2.18

Segundo Dia em Paris (Manhã) // Roteiro


Acordei sábado de manhã com 15 km de caminhada no corpo. A vontade de ficar deitada era mais que muita mas o excitement de tudo o que tinha ainda por descobrir batia mais forte. Além do mais, era dia de ir experimentar o - tão pesquisado por mim como - melhor croissant de Paris. Não demorámos muito e antes das 9h já dizíamos bonjour à recepcionista enquanto encostávamos a porta de saída.

1 - DES GATEAUX ET DU PAIN 
Caminhámos até à Rue du Bac número 89. Não ficava muito longe. Virámos numa rua mais estreita e encontrámos o cruzamento. Des gateaux du Pain surgiu com charme e requinte. Não era uma pastelaria para sentar. Ali só se podia apreciar, (tentar?) escolher e levar. Não fez diferença porque já estávamos a ficar fãs do modo take away e tínhamos acabado de começar o roteiro. Ele escolheu um pão de chocolate e eu um croissant simples. Achei bastante curioso mas em nenhum dos quatro dias que estive em Paris consegui encontrar um croissant de chocolate. Não é que tenha realmente tentado e até poderei ter ficado com a impressão errada mas fiquei com a ideia de que não é comum para os franceses juntarem o croissant ao chocolate nas pastelarias. O que até acaba por ser um pouco whaaat?! Sendo eles conhecidos por terem os melhores croissants, como assim não disponibilizam a versão com chocolate? Mas é verdade. Em todas as vezes que perguntei se tinham com chocolate respondiam-me: "Do you mean pain au chocolat?". O que até pode ser semelhante mas eu queria mesmo com o formato de croissant. A minha conclusão sobre isto foi: talvez só tendo o croissant mais simples disponível possibilita comparar e realmente apreciar a receita da massa do croissant sem desvios. Ahahaha agora foi um pouco rebuscado mas achei ponderável. E acreditem que acontece porque em todas as vezes que como pizza ao lado de um dos meus grandes amigos, ele só pede uma: Margherita, a mais simples e tradicional. A razão? Só assim consegue realmente ver se a pizzaria se distingue pela sua qualidade. Smart Guy! 

2 - MUSEU DO LOUVRE
Voltámos à rua principal que terminava na Pont Royal e chegámos. Na minha ingenuidade e de forma completamente honesta, sempre olhei o Louvre como aquela pequena pirâmide que com certeza seria entrada para algo maior nos pisos subterrâneos. Nunca pensei que fosse todo aquele edifício envolvente e que todo esse mesmo edifício fosse tão grande! Uma pessoa se quiser (e assim fizer questão), consegue - na boaaa - fazer um roteiro de 4 dias só pelo Louvre. A entrada é gratuita para quem tem até 25 anos (incluídos) e só é preciso apresentar o cartão de cidadão que basicamente vai funcionar como bilhete sempre que quisermos entrar na zona das exposições. A Mona Lisa, tal como esperado, é a rainha do museu. De 10 em 10 passos encontramos alguma indicação por onde continuar para a encontrar. Não fiquei desiludida com o quadro ser pequeno porque já estava farta de ver essa piada pela internet fora. Até fiquei a achar que ele só parece assim tão pequeno porque está rodeado de quadros enormes que ocupam paredes de cima a baixo. Gostei muito de ver uma parte da exposição que é sobre a construção do Louvre. Num dos pisos subterrâneos é possível ver partes da muralha de uma fortaleza antiga construída para se protegerem dos vikings. O mais engraçado é quando acedemos a um vídeo que nos mostra o próprio corredor onde estamos há mesmo muito tempo atrás. Depois, a exposição do Egipto. Quem não ama aquelas esfinges e múmias? Muito giro e interessante, mesmo!  

3 - PRET A MANGER
Mesmo junto ao museu, encontramos a Rue du Louvre. Almoçámos no Pret A Manger dessa rua e matei as minhas saudades deste sítio em Londres. Comi uma tosta fabulosa e quentinha de mozzarella & pesto com um cappuccino de soja. É dos meus sítios favoritos desde que o conheço e fiquei muito feliz por saber que também estavam em Paris. Apesar de ser titulado como uma fast-food britânica, não tem nada a ver com a ideia de fast-food que temos. Há imensas opções de produtos naturais e frescos e até ovos cozidos. Lá é possível tomar-se pequeno almoço, almoço, lanche e jantar. Somos nós mesmos que escolhemos o que queremos levar para a mesa em modo supermercado/café.

Dividi esta publicação em duas partes ou tornava-se demasiado longa. Esta primeira parte foi onde passámos a nossa manhã e amanhã vai sair a segunda parte com a tarde e noite incluída. Espero que estejam a gostar e até já. 

20.2.18

Primeiro Dia em Paris // Roteiro


Em tempos idos, cheguei a acordar vendo stories de amigos meus no aeroporto pelas cinco da manhã. Via aquelas fotos no instagram e só pensava quão malucos seriam. Acabei por ser, também eu mesma, a louca. O voo que escolhi era beeeem cedo e obrigou-me a fazer a minha primeira directa completa da vida. Apanhámos um uber até ao aeroporto e voámos até Beauvais às seis e meia de manhã. Não consegui dormir no voo com o entusiasmo e acabei por ter a experiência de ver o nascer-do-sol lá de cima. Foi lindo. Acho que não há mesmo outra palavra para descrever. Genuinamente lindo.

Beauvais - Paris
Beauvais fica a 100km de Paris e o aeroporto não fica dentro da cidade. Pesquisei qual a melhor forma de ir do aeroporto até ao centro de Paris e a melhor opção era a única opção ponderável: de autocarro. Comprei os bilhetes através da internet e levei-os impressos. Sou bastante apologista de um mundo cada vez mais digital (e sustentável) mas... o meu conselho para vocês em territórios desconhecidos é terem mesmo o papel na mão. Vi imensas pessoas com dificuldade em validar os bilhetes por os levarem no telemóvel. Vocês não querem isso. O preço do bilhete de autocarro (só ida) é 17 euros e 29 euros para ida e volta. A minha dica é comprarem mesmo online - para evitarem mais filas desnecessárias por lá - e aproveitando a promoção. Fiz isso e correu tudo muito bem. No aeroporto surgem logo indicações para apanhar o autocarro e o serviço de partidas para Paris estava sempre em modo non-stop.

A viagem fez-se em uma hora. Tal como estava previsto, o sol começou a surgir. Acho que nisso tivemos imensa sorte porque fomos recebidos com um tempo fabuloso quando comparado com o que vinha a ser desde há duas semanas. Ver a Torre Eiffel cada vez mais perto proporcionou aquele reality shock. "Ok, é mesmo verdade, estamos mesmo aqui". Achei engraçado avistar a Torre de Montparnasse (altíssima, não há como não ver) e perceber que já me conseguia localizar. Sabia que o meu hotel era ao lado e tinha tentado fixar como ponto de referência. Afinal, estudar o mapa de Paris não era assim tão complicado. Quando chegámos a Porte Maillot - uma zona ainda um pouco fora do centro mas perto do Arco do Triunfo - procurámos pela paragem do bus 83.

Transportes em Paris
Sabia que era este o autocarro que tínhamos de apanhar porque encontrei um site genial onde me era mostrado todos os caminhos que queria fazer. Não sei se conhecem mas chama-se Moovit e bastava escrever onde estava (ou até detectava automaticamente) e para onde queria ir. Mostrava-me as melhores opções, tanto de autocarro como de metro. Decidi começar por fazer a viagem de autocarro porque não queria perder nada e sim, ver tudo durante o caminho. Neste dia não comprámos bilhetes para os transportes. Uma amiga tinha lá estado há pouco tempo e ofereceu-me os bilhetes que lhe sobraram. Quando procurei pelo pack de bilhetes mais vantajoso, aquele que achei melhor foi o de comprar 10 bilhetes por 15 euros. Estes bilhetes podem ser comprados nas estações de metro e outros locais, mas acho que acaba por ser sempre mais fácil encontrar no metro. Também têm a possibilidade de comprar bilhetes diários mas num pack de dois - por exemplo - mas os dois dias têm que ser seguidos. Isso no meu caso não seria o mais benéfico porque domingo não ia estar em Paris. No entanto, não deixa de ser sempre uma opção a ponderar se fizerem turismo pela cidade durante alguns dias seguidos.

Seguimos no bus 83 até Vavin, atravessámos o Rio Sena e o percurso até encontrar a Rue Campagne Première (onde estava o hotel) foi muito fácil de encontrar numa caminhada de 10 minutos. Deixa-mos as malas no hotel que já vos mostrei (aqui) e começámos finalmente o nosso roteiro.

1 - Trocadéro
Primeiro apanhámos o metro em Raspail até a estação de Trocadéro (a linha é a mesma). Quisemos ir lá porque... quem é que não quer ir lá?! É o sítio mais instagrammer de Paris, Tem as famosas escadarias e uma das melhores vistas para a Torre Eiffel. Daquelas que dá para enquadrar numa fotografia sem lhe cortar uma parte ou ter que se sujeitar a um plano contra picado demasiado forçado.  

2 - Champs de Mars
Este nome pomposo pertence ao jardim nas traseiras da torre (para quem a vê do lado do rio). É muito fácil chegar lá partindo do Trocadéro. Adorei ver os retratos que estavam a ser pintados quando atravessei a ponte. Tudo tão romântico e parisiense que era impossível não sentir todo um charme muito característico.

3 - Rue de l'Université
Afinal enganei-me! O sítio mais instagrammer de Paris é aqui! Supostamente é uma dica "segredo" mas cada vez mais esta rua é paragem obrigatória. Não há quem resista a este cantinho com a torre ao fundo e eu só lhes posso dar razão!

4 - Pont Alexandre III e a Place de La Concorde
Partindo na Rue de l'Université, começámos a caminhar junto à margem sul do rio e em direcção à Pont Alexandre III. Quis muito meter esta ponte como passagem obrigatória porque há anos que a vejo no videoclip da música Someone Like You (da Adele) e achava que devia ser um pouco do coração de Paris. Não estava enganada e não desiludiu! Um pouco mais à frente, entramos na Place de La Concorde que é a maior praça de Paris e onde está localizada a Roda Gigante.

5 - Jardin des Tuileries
Fica no seguimento da Place de La Concorde e é conhecido por ser o jardim mais charmoso da cidade. Antigamente pertencia a um palácio e hoje é dos jardins mais bem cuidados e estimados pelos franceses.

6 - Chocolate Quente na Angelina
Impossível não fazer questão de experimentar o tão badalado chocolate quente da Angelina. Um salão de chá encantador e suepr fancy que fica sob as arcadas da Rue Rivoli (junto ao jardim anterior). Pedimos em modo take-away e foi a melhor ideia de sempre porque no meio daquele frio, acabou por ser um shot de energia e um aquecedor de mãos portátil. No entanto, preparem-se. Acho que foi o chocolate quente mais forte e denso que já alguma vez bebi!

7 - Macarons da Ladurée
Terminámos o nosso lanche quando subíamos a Rue de Castiglione na Ladurée. Novamente em modo take-away, perguntei quais os melhores e mais requisitados e trouxemos meia dúzia de macarons para saborear pelo resto do caminho. Claro que adorei, não fosse eu já apreciadora das imitações que encontro por Portugal desta iguaria francesa.

8 - Place Vendôme e Ópera Garnier 
Sempre a andar em direcção norte, passámos a Place Vendôme e a Ópera Garnier. A Ópera é sem dúvida de uma imponência brutal! Adorava um dia ir lá para ver um espectáculo!

9 - Galeries Lafayette
Estas galerias ficam na Boulevard Haussmann e são basicamente um centro comercial de 10 andares e de uma arquitectura linda. O seu slogan é "Ici, la mode vit plus fort" que significa "Aqui, a moda vive mais forte". Fiquei com pena de já não ter apanhado as decorações de Natal porque acabei por seguir imensas páginas nessa altura que me mostravam a árvore linda que lá existia. No entanto, não deixou de ter o seu encanto e achei o tipo de loja muito semelhante ao género que é o El Corte Inglés. Tudo bastante aberto, onde cada marca só se distinguia pelo seu logotipo vincado. Uma das melhores partes é poder subir ao terraço destas galerias e ter mais uma vista privilegiada sob Paris na qual se pode fazer: check! Tenham em atenção os horários porque a zona do terraço encerra ao público "cedo", principalmente no Inverno. 

10 - Bateaux-Mouches
Com muita pena minha, não conseguimos fazer este ponto. As cheias em Paris impossibilitaram os barcos de continuar a fazer os passeios. Até porque era impossível algum barco de altura razoável ainda conseguir passar por baixo de muitas das pontes. Fiquei triste porque era algo que gostava mesmo muito de ter feito e o preço era super acessível. Quando chegámos à zona de partida para tentar perceber se os passeios estavam mesmo inactivos, não encontrávamos a recepção. Agora imaginem porquê... estava submersa. Acabei por me rir da situação porque passei imenso tempo a jurar-lhe que não estava perdida e só podia ser ali e afinal não encontrávamos porque era impossível de ser avistada.

SITES E LINKS ÚTEIS PARA ORGANIZAR A VIAGEM A PARIS

Onde posso comprar a viagem de autocarro Beauvais - Paris? (AQUI)

Onde posso informar-me sobre os transportes em Paris e respectivos bilhetes? (AQUI)

Qual é o site que me diz qual o transporte que devo apanhar? (AQUI) 

Onde posso comprar os bilhetes para os passeios de barco? (AQUI)

18.2.18

Onde ficar em Paris? // Hotel Istria


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 Quando comecei à procura de quarto em Paris, preocupei-me... bastante. Estava tão contente por ter arranjado uma viagem tão em conta que queria um sítio onde ficar que seguisse a mesma linha. Comecei por procurar no booking e rapidamente percebi que os quartos em Paris são bastante caros. Para 3 noites o preço mais acessível que encontrava (160€) pertencia a quartos pintados de verde alface, com uma casa de banho por piso e comentários a dizer que jamais voltariam. Outro sítio onde encontrei quartos mais acessíveis (200€) era no bairro de Montmartre. Informei-me e pelo que pesquisei sobre esse bairro (onde está o Moulin Rouge) é um bairro boémio e de ambiente duvidoso quando se entra pela noite dentro (e às vezes não só). Risquei das opções.

Mais tarde influenciaram-me para pesquisar no Airbnb. Não sei se estão por dentro mas é basicamente uma plataforma onde cidadãos comuns podem alugar um apartamento ou um quarto da sua casa. O lado positivo desde tipo de aluguer é que muitas vezes temos acesso à cozinha e sempre poupamos algum dinheiro ao não comer fora. Penso que outro ponto distintivo também é o contacto mais directo e informal com a pessoa que nos está a alugar o quarto/apartamento e a ajuda que essa pessoa nos possa dar enquanto nosso anfitrião. Não contei no blog mas em Londres decidi fazer isso. Estive apenas 3 dias na capital e optámos por alugar um quarto pelo Airbnb e correu tudo mesmo muito bem. Só que também estava descansada por estar com alguém que conhecia Londres e saber que se acontecesse qualquer coisa, sempre havia o quarto em Cambridge dessa minha amiga.

Eu gosto do Airbnb mas tenho algumas dificuldades em confiar, principalmente quando procuro achados. Acho que quando uma pessoa está com um budget maior é uma óptima escolha porque pode ir para aqueles de qualidade média que já estão super comentados e parecem ser de confiança. Percorri a plataforma e voltei a encarar o mesmo problema: era tudo super caro ou em condições meio duvidosas. Eu não sou uma pessoa com requisitos muito exigentes no sítio onde fico e em ambas as últimas situações que viajei, dormi todas as noites no meu saco de cama. Mas há certas coisas que teimava em saber que ia encontrar: uma boa localização, um quarto acolhedor e confy com algum tipo de aquecimento e uma casa de banho (com secador) só para nós, que estivesse minimamente apresentável e asseada. 

Uns dias depois falei com amigos que já lá tinham estado e eles recomendaram-me a zona perto do jardim de Luxemburgo. Uma reviravolta na minha pesquisa porque estava completamente focada em procurar um quarto na zona de Paris a norte do rio. Na altura parecia a escolha mais sensata porque era onde estava praticamente tudo onde queria ir e não tinha uma boa noção das distâncias. Eles disseram que era uma zona excelente e mostraram-me opções mais em conta e foi aí que eu encontrei o Hotel Istria, no bairro de Montparnasse. 
Foi no booking que o encontrei e achei muita piada ao facto dos quartos estarem fora do hotel como se fossem pequenas casinhas. Super parisiense! Adorei a minha experiência pelo booking porque correu tudo super bem, o hotel era tal e qual (ou melhor) como nas fotos lá mostradas e nos comentários escritos.

O que eu mais gostei no Hotel Istria:

Localização - Acho que não podia estar melhor. Também achei muita piada ao bairro Les Marais e é onde se vê as opções mais giras de alojamento mas sinceramente acho que não trocava. Montparnasse é catita, está cheio de grandes avenidas e senti-me sempre segura. O metro (Raspail) era praticamente à porta do hotel e com uma linha excelente (por exemplo: deixava-nos na torre Eiffel em 6 minutos sem ser preciso mudar de metro). Havia imensos autocarros também! Foi óptimo porque eu não sou a pessoa mais fã de andar debaixo do chão e acabamos por descobrir muito mais da cidade viajando de bus.

Quarto - O quarto era pequenino mas completamente suficiente para nós os dois. A cama era super confortável e grande e o que mais me surpreendeu foi o aquecimento. Havia aquecedor, ar condicionado e aquecedor de toalhas na casa de banho. Foi uma experiência super confy! 

Limpeza - Uma coisa que até não estava à espera era de ter a possibilidade de limpeza diária. Não estava nas opções a que tinha direito no booking então pensei que só voltariam a limpar o quarto quando fizéssemos o check-out. Não foi o caso, todos os dias depois de sairmos o quarto era limpo, as toalhas trocadas e aqueles produtos de higiene repostos. 

Staff - Foram todos extremamente simpáticos e preocupados com a nossa estadia. Também aceitaram ficar a guardar as nossas malas na recepção no último dia para não andarmos carregados. O check-out era ao meio dia mas o voo era só ao final do dia e deu-nos imenso jeito para podermos aproveitar melhor. 

O que eu menos gostei no Hotel Istria:

Internet
 - Houve alturas em que a internet era muito lenta. Não sei se era por estarmos naquelas casinhas lá fora porque na sala de estar da recepção estava normal e sem problemas, mas fiquei um pouco desiludida com isso. Muitas vezes só tinha acesso à internet no hotel e queria publicar algumas fotografias e estava beeem difícil. 

Secador de cabelo - Aim. Enfim. Aquilo não era um secador, era uma ventoinha minúscula que só arrancava com muito esforço. Eu tenho imenso cabelo que não tem nada de fino e já demoro algum tempo a secar, com aquilo desisti. A sorte foi mesmo ter levado a placa de esticar e a estratégia que arranjei foi lavar o cabelo à noite e ir dormir com ele húmido. De manhã então alisava e estava pronta. Mas foi triste. 

E pronto. Acho que esses pontos resumem bem a minha estadia. Como fizemos a reserva em Novembro (dois meses antes) conseguimos as três noites por 240€ mas antes de partir quando voltei a procurar - só para ver se havia diferença - o mesmo quarto com o mesmo número de noites (na mesma altura) e as mesmas condições estava por quase 500. Incrível como este negócio funciona! Procurem sempre fazer a reserva com bastante antecedência para conseguirem o melhor preço.

Não escolhemos a opção com pequeno-almoço incluído porque seria + 12€ por pessoa por um pequeno-almoço normalíssimo e sinceramente, acho que não compensa. A vida lá é mais cara mas há imensos mini mercados onde podemos comprar as coisas básicas e depois é sempre mais giro ir experimentar os croissants e as baguetes nas próprias pastelarias. 

O facto de não termos cozinha foi um pouco limitador porque há imensas refeições que até poderíamos ter comprado e feito no forno mas para quatro dias acho que qualquer pessoa se consegue adaptar bem. Encontrámos uma pastelaria cheia de baguetes para refeição - com óptimo aspecto - que também se tornou a nossa melhor amiga e outro sítio onde nos socorremos e eu adoro é o Pret a Manger. Conheci em Londres e fiquei fã. Tem imensas opções saúdaveis a preços acessíveis e pratos que eles próprios aquecem lá e que sabem pela vida, principalmente quando se viaja com temperaturas baixas. 

Se gostarem de chá, a última dica é levarem as vossas próprias saquetas ahah. Como vi que o quarto tinha um jarro eléctrico, levei logo algumas saquetas de chá verde e de camomila porque já é um hábito que tenho cá. Acaba por ser mais reconfortante e assim não acresce ao valor do quarto porque não usamos as que eles colocam lá.

Espero muito que este post vos venha a ser útil! Alguma dúvida ou ponto que possa não ter mencionado, estão à vontade para perguntar. 

15.2.18

Viajando até Parrris // Roteiro de 4 dias


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Já faz tempo que não escrevo aqui! 2016 e 2017 foram anos completamente diferentes para mim. 2016 foi um ano menos bom mas não menos importante porque foi esse mesmo ano que acabou por me levar até Bruxelas e Londres. Há momentos que nos dão força e coragem para darmos o primeiro passo em algo que infelizmente nem sempre colocamos na linha da frente. 2016 marcou-me precisamente por isso. Já o último ano chegou não só como uma lufada de energias mais positivas mas também como um ano de objectivos cumpridos (como por exemplo tirar a carta que já estava mais que na altura - yeeey). No entanto... deixou-me limitada a terras portuguesas. 

Cheguei ao final de 2017 com aquela sensação agridoce de ter deixado escapar aquilo que tinha jurado colocar como prioridade. Num desses dias, recebi um e-mail da Ryanair carregado de promoções e abri sem nenhuma intenção estabelecida de marcar naquele exacto dia. Só me queria informar e sabia que queria, precisava e ordenava-me viajar em breve. Não interessava quantos dias ou para onde, só era preciso sair o quanto antes e de forma aérea. Nunca tive o sonho em específico de ir a Paris. Era um dos sítios que eu sabia que queria ir e se possível, até aos 25 anos para conseguir algumas das muito bem-vindas entradas grátis mas não lhe tinha dado (aquelaaa) urgência. 

Mas Paris estava com viagens a 25 euros (50 ir e vir) na precisa altura em que tínhamos a certeza que já teríamos terminado os exames e estaríamos de férias and guess whaaat: foi para lá que se marcou. Ao início e talvez por também não ter sido uma decisão ponderada, fui dormir a pensar no que tinha acabado de fazer e como assim agora já estava marcado?! Nas minhas duas últimas viagens tinha ido sozinha mas tinha sempre alguém à minha espera. Desta vez, não havia um sítio já pré-estabelecido para ficar e uma amiga em forma de guia que me orientasse pelo desconhecido. Isso assustou-me mas de certa forma também me deixou entusiasmada por estar a meter à prova pela primeira vez a minha própria capacidade de gestão de viagens. 

Felizmente, correu tudo bem - ou pelo menos quase tudooo - e até vim com algumas ideias giras e dicas para o caso de vocês também quererem marcar a vossa passagem até esta muito fashionista capital francesa. Aquilo que vou fazer nos próximos dias é contar-vos como organizei o meu roteiro de 4 dias, a ida à Disneyland Paris, o hotel que escolhi e outras pequenas questões que achei importantes no processo. 

Na altura em que planificava, tentei encontrar informação sobre roteiros e sugestões e muitas vezes ia parar a blogs brasileiros ou ingleses para encontrar um testemunho mais pessoal da viagem. Acabei por sentir que não havia muitos relatos em blogs portugueses com as respostas básicas que alguém que está a planificar quer encontrar. Muitos acabavam por seguir sempre aquela linha mais directa para os monumentos principais, o que não era mau mas sim repetitivo. Por isso, vou dar o meu melhor em deixar-vos aqui informações úteis para a vossa próxima viagem e inspirar-vos um pouco porque não há nada melhor que a sensação de dar um pulinho lá fora.

Onde Ficar // Hotel - (Aqui)
1 // Primeiro Dia - (Aqui) 
2 // Segundo Dia - Primeira Parte (Aqui) - Segunda Parte (Aqui)
3 // Terceiro Dia - (Aqui) - ainda não está online
4 // Último Dia - (Aqui) - ainda não está online

7.11.16

Papa de Aveia de Côco, a receita!


Mas há coisa melhor para começar as manhãs que já teimam ser frias? Se durante o Verão acabo por fazer aveia adormecida por ser uma maneira fresca de começar o dia, agora quero algo quentinho. Ontem fiz essa transição. Peguei numa pequena panela e fiz a primeira papa de aveia deste Outono. 

Juntei 200 ml de bebida de côco da alpro + 100 ml de água + 5 colheres de flocos de aveia. Deixei na panela até levantar fervura e depois mantive 5 minutos em lume brando. Durante este tempo, a aveia em princípio não colará ao fundo mas é sempre melhor não nos afastarmos muito e confirmarmos. Desliguei o fogão e juntei 1 colher de proteína em pó com sabor a morango, mexendo até o creme ficar uniforme. Caso não seja algo que faça parte do vosso dia-a-dia, podem saltar esse passo sem problema. Eu apenas o faço porque há uns meses atrás comecei a fazer musculação e dei conta que os valores de proteína que eu consumia por dia estavam muito aquém do necessário. 

Meto na minha taça favorita e juntos lascas de côco, 4 nozes desfeitas, canela e framboesas. É muito fácil e aconchegante. Principalmente para quem gosta de ficar a preguiçar na cama ao domingo de manhã. Mas não se deixem enganar, esta receita é também ela um pequeno boost de energia!

6.11.16

A minha última noite em Bruxelas


Para a minha última noite em Bruxelas, decidimos ir jantar fora. Aconselhadas por um amigo da Joana, fomos os quatro experimentar os Les Moules, um prato de mexilhões muito conhecido na Bélgica. O restaurante chamava-se chez Leon e situava-se numa das ruas que dá acesso ao Delirium, o bar do último post (aqui). Eu e a Joana experimentámos os mexilhões simples que são servidos numa panela e eles pediram com molho de queijo e molho de tomate. Eu sou fã de marisco e praticamente quase tudo o que venha do mar - excepto polvos - e posso-vos dizer que o sítio correspondeu plenamente às nossas expectativas. Os mexilhões estavam com óptimo aspecto, sem nenhum grão de areia e viam-se que eram frescos. O atendimento também foi bastante simpático tendo em conta as inúmeras perguntas que fizemos sobre o menu. Além do mais, era impossível esquecer-me de onde me situava. A decoração das paredes e janelas expirava Bruxelas. 

Terminei a noite a admirar a Grand Place com a Joana. De dia, já era deslumbrante mas à noite ganhava um brilho especial, tornava-se imponente. Sentámos-nos novamente no chão e falámos sobre a experiência dela em erasmus e como aquilo a estava a mudar. 

- Tens que fazer erasmus. Não podes deixar de fazer! - dizia-me ela.

Ela não me mencionava as festas, a bebida, as férias sobre responsabilidades académicas como razão. Ela queria que eu fizesse para descobrir parte de mim que só se descobre estando fora. A conversa foi longa e daquelas que nós gostamos. Fez-me ver coisas como nunca antes as tinha ponderado. Abriu-me janelas sem fechar portas. Um momento bem especial que guardo com estas fotografias. Também foi o meu último lá. Na manhã seguinte, embarquei de volta a Portugal. A viagem? Fi-la toda a dormir. Já não me assustava andar mais de avião ou perder-me onde quer que fosse. Sentia-me tranquila comigo mesma e com muitas saudades de casa. Também sabia que ia regressar à Grand Place. Não era uma despedida. Era um pin que queria voltar a repetir muitas vezes no meu planisfério. 

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Este é o último post que faço sobre a minha viagem. Espero que tenham gostado e um dia ainda ainda vos seja útil. Para facilitar, fiz um novo separador dentro das Categorias para terem um acesso mais rápido a todos os posts sobre Bruxelas. Sei que me ausentei e que de alguma forma vos desiludi. Há muitos meses que tinha estas fotos guardadas e sabia que era com elas que queria voltar. Mas às vezes é preciso sair um pouco da bolha. Criei o blog e com ele nasceu uma responsabilidade, é verdade. Mas quero que percebam que além de fazer este trabalho com imenso gosto, carinho e dedicação, nunca vos escrevi nada contrariada ou com menos motivação. Por essa mesma razão, não quis forçar nada e simplesmente 'adormeci' na blogosfera. No entanto - e é maioritariamente por isso que vos escrevo este parágrafo - quero agradecer-vos muito por todas as mensagens que me enviaram a perguntar se estava tudo bem ou a dizerem-me para não desistir do blog. Principalmente aquelas que diziam ter saudades. É muito bom perceber que o que escrevo aqui é reconhecido por vocês a esse ponto. Quero que saibam que desistir do blog nunca vai ser uma hipótese em cima da mesa. Eu adoro isto :) 
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