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17.10.16

Les Délices de Mon Moulin







Não passámos muito tempo dentro de casa. Ela estava ansiosa por me mostrar o seu novo mundo e eu confiando em todas as ideias que falava, apenas segui os seus passos. Voltámos a descer aquela passagem verde até à praceta de Stockel enquanto decidíamos onde íamos comer. Conhecendo o meu gosto por sítios insta-fancy, ela achava que a expectativa estava alta quando na verdade tudo aquilo que eu queria era recuperar energias para não perder nem um segundo daquilo que nos esperava. 

- Qualquer coisa serve. - retorqui. E era verdade. Por mais alta que fosse a minha selecção nos tempos idos com a Joana em Portugal, para mim tudo lá era novidade, qualquer sítio que ela me mostrasse me iria encantar de uma forma especial porque seria efectivamente o nosso primeiro encontro belga. 

A entrada do metro de Stockel era dentro de um mini centro comercial e foi ali que avistámos o lugar ideal. Um café que servia refeições rápidas e também um número considerável de pessoas a serem atendidas. Sempre me disseram que onde há fumo, há fogo. Por norma e para mim, isso sempre serviu como indicativo para os melhores sítios. Até porque se não fosse bom, o que estariam a fazer ali aquelas pessoas todas? Boa publicidade? Não nos pareceu que fosse o caso e entrámos. Chamava-se Les Délices de Mon Moulin. Talvez mesmo por o nome falar em delícias, ela começou por dizer para sermos o mais saudáveis possível (já que eu nem fazia ideias das tentações que por aí vinham e que essas sim, seriam calorias bem gastas, segundo ela). Mas os 6km que eu tinha corrido todos os dias nas últimas duas semanas falavam mais alto. 

- Ao menos partilha comigo o doce mais bonito que eles aqui tiverem. - disse eu enquanto ela se deixava rir e aceitava com um gesto de cabeça.

Voltei-me para quem estava atender. Um género de namorado da Vanessa Martins em versão belga. 
- Hello... So... I'm just wondering... which one do you recommend? - falei eu enquanto apontava para a montra mais calórica.
- Bonjour. Excuse-moi, parles français? - respondeu o pasteleiro giro com quem poderia ter um pequeno flirt mas que morreu logo ali. 
- Joana... Vem aqui... - chamei eu desiludida por ter escolhido espanhol no sétimo ano. Mas talvez até fosse melhor assim. A chave da vida é nunca duvidar das próprias voltas que a vida dá e qualquer dia poderia estar ele a fazer check-in de malas no aeroporto. No que toca a coleccionar sustos desses, prefiro dedicar-me a abster-me. 

A Joana, querida amiga minha que já vivia ali há três meses e teve o bom senso de escolher francês no alto dos seus treze anos de idade, descaradamente me roubou o flirt e teve direito a uma relíquia de sobremesa. Filha da mãe.

Conclusão 
Adorámos a nossa refeição neste sítio e não só pelo valor sentimental de ser a primeira. Embora consigam comprovar ainda algumas lágrimas na foto com que iniciei este post e que foi um dos primeiros snaps da Joana (vejam rápido que é possível que ela me obrigue a apagar essa lamechice quando vir). Entretanto descobrimos que há vários cafés deste género por diferente bairros da Bélgica. Por isso tomem nota, foi uma descoberta com várias refeições rápidas saudáveis e não saudáveis a um preço super acessível e que recomendamos.  

Conclusão número 2
Não levem amigas que dominem o francês.
Muito menos melhores amigas.
Essas conseguem ser ainda piores. Humpf.

3 comentários:

  1. Essa sobremesa tem um ar deliciosooo!
    Beijinhos :D

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  2. Essas sobremesas têm mesmo um aspeto delicioso.
    Ahahahah, eu também ficava sem o flirt, também não sei falar francês xD. Graças a Deus que as minhas amigas não falam francês também, senão estava tramada xD. Ri-me tanto com as tuas conclusões xD.
    Beijinhos,
    Cherry
    Blog: Life of Cherry

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